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quarta-feira, 6 de maio de 2015

A segurança na anestesia da cirurgia plástica está nas mãos de uma boa equipe

Uma das perguntas mais frequentes no consultório é em relação ao tipo de anestesia que vamos aplicar antes da cirurgia plástica. A anestesia geral tem a característica de causar um sono tão profundo, que o paciente é incapaz de respirar por conta própria. Por isso é necessário colocar um tubo da boca até o pulmão, para que a respiração seja mantida através de um aparelho. Apesar de muitas pacientes se sentirem temerosas com a anestesia geral, o controle dos parâmetros do paciente estão “nas mãos dos anestesistas” nesse tipo de procedimento.

Com relação à anestesia peridural, a analgesia (insensibilidade à dor) não requer que o paciente esteja dormindo. Portanto, para os pacientes da cirurgia plástica ficarem mais confortáveis, fazemos a sedação junto com este tipo de anestesia. Durante a sedação, o paciente respira por conta própria, sem auxilio de aparelhos.

Ao término da cirurgia plástica, ao retirarmos a sedação, o paciente acorda, mas o efeito da analgesia pode ocorrer por horas. Por esse motivo, minha equipe de anestesistas acaba tendo certa preferência pela anestesia peridural, na qual se anestesia apenas região a ser operada.

A anestesia raquidiana (raqui) também precisa do uso de sedação. Mas pouco a usamos em cirurgia plástica, já que só pode ser aplicada na região lombar, a fim de anestesiar o corpo da cintura para baixo.

Gostaria de frisar que qualquer anestesia, quando bem indicada e em boas mãos, pode ocorrer sem problemas. Ela deixa o paciente confortável não só durante a cirurgia, mas no pós-operatório imediato.

É importante que o médico anestesista também faça parte da Sociedade Brasileira de Anestesiologia e você não deve ter vergonha de perguntar ao seu cirurgião tudo sobre o profissional que cuidará de você durante sua cirurgia.


beijo
Dra. Erica

segunda-feira, 27 de abril de 2015

Cigarro e cirurgia plástica não combinam

Esta semana vamos falar com os fumantes. Vou explicar por que não se pode fumar antes de se fazer uma cirurgia plástica. Mesmo em pequenas doses, o cigarro causa a diminuição do calibre dos vasos sanguíneos. Em casos mais extremos, pode chegar a “matar” os vasos bem pequenos que levam oxigênio aos tecidos que chamamos de capilares.

No caso específico das cirurgias plásticas, como cortamos a pele, precisamos de uma boa quantidade e qualidade dos vasos para que o oxigênio chegue à cicatriz a fim de trazer células novas para uma boa cicatrização.

Em pacientes que fumam, como essa “estrada” está interrompida, as células novas não chegam e a pele pode morrer, o que chamamos de necrose. Em casos menos extremos, a cicatriz pode demorar mais para fechar, pode haver ainda um risco maior de infecção, já que o antibiótico que chegaria pelos vasos não está em doses adequadas nessa região, e em menor escala a cicatriz pode ficar de aspecto indesejável, o que causa prejuízo no resultado final da cirurgia.

Caso você ainda não acredite, compare a pele do rosto de um paciente fumante. Não parece mais enrugada e menos brilhante em relação à de pacientes que não fumam? Isso acontece porque os nutrientes necessários para a formação de colágeno não chegam na quantidade necessária nesses pacientes.

Além disso, pacientes que fumam tem o maior risco de desenvolver trombose venosa profunda (TVP), tromboembolismo pulmonar (TEP) e contratura capsular precoce no caso de próteses, principalmente de mama.

Por causa de todos esses aspectos, é obrigatória a suspensão total de qualquer tipo de fumo (incluído narguilé, cigarro de cravo, maconha, etc.) pelo menos trinta dias antes do dia da cirurgia.

Muitas pacientes tentam se enganar dizendo que a amiga fumante operou e nada de mal aconteceu. Você arriscaria? Eu não.


Beijos
Dra. Erica
www.ericamanzano.com.br