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quarta-feira, 6 de maio de 2015

A segurança na anestesia da cirurgia plástica está nas mãos de uma boa equipe

Uma das perguntas mais frequentes no consultório é em relação ao tipo de anestesia que vamos aplicar antes da cirurgia plástica. A anestesia geral tem a característica de causar um sono tão profundo, que o paciente é incapaz de respirar por conta própria. Por isso é necessário colocar um tubo da boca até o pulmão, para que a respiração seja mantida através de um aparelho. Apesar de muitas pacientes se sentirem temerosas com a anestesia geral, o controle dos parâmetros do paciente estão “nas mãos dos anestesistas” nesse tipo de procedimento.

Com relação à anestesia peridural, a analgesia (insensibilidade à dor) não requer que o paciente esteja dormindo. Portanto, para os pacientes da cirurgia plástica ficarem mais confortáveis, fazemos a sedação junto com este tipo de anestesia. Durante a sedação, o paciente respira por conta própria, sem auxilio de aparelhos.

Ao término da cirurgia plástica, ao retirarmos a sedação, o paciente acorda, mas o efeito da analgesia pode ocorrer por horas. Por esse motivo, minha equipe de anestesistas acaba tendo certa preferência pela anestesia peridural, na qual se anestesia apenas região a ser operada.

A anestesia raquidiana (raqui) também precisa do uso de sedação. Mas pouco a usamos em cirurgia plástica, já que só pode ser aplicada na região lombar, a fim de anestesiar o corpo da cintura para baixo.

Gostaria de frisar que qualquer anestesia, quando bem indicada e em boas mãos, pode ocorrer sem problemas. Ela deixa o paciente confortável não só durante a cirurgia, mas no pós-operatório imediato.

É importante que o médico anestesista também faça parte da Sociedade Brasileira de Anestesiologia e você não deve ter vergonha de perguntar ao seu cirurgião tudo sobre o profissional que cuidará de você durante sua cirurgia.


beijo
Dra. Erica

domingo, 22 de março de 2015

A mais tímida de todas as cirurgias plásticas: a cirurgia íntima

Se existe alguma cirurgia plástica que não é comentada entre as amigas, essa é a cirurgia íntima. Apesar de relativamente simples, com investimento de ótimo custo-benefício e praticamente indolor no pós-operatório, a cirurgia íntima não é muito divulgada, pois além do desconhecimento do procedimento, falar sobre sua parte íntima ainda é um tabu.

O que desagrada as mulheres (e muitas vezes seus parceiros) é o fato de que os lábios menores da vulva são maiores do que os chamados lábios maiores. A cirurgia íntima diminui esses lábios para que fiquem escondidos dentro dos lábios maiores, dando assim um aspecto mais feminino e delicado ao órgão.

A cirurgia íntima dura aproximadamente 30 minutos. Apesar de uma região muito delicada, a cicatrização ocorre com muita facilidade e a cicatriz final é imperceptível. O pós-operatório é feito apenas com absorvente íntimo, já que o sangramento é mínimo. Com recuperação rápida, a paciente já pode manter relações sexuais depois de 30 dias da cirurgia.

Apesar de algumas celebridades denominarem reconstrução do hímen como cirurgia íntima, este procedimento não é aprovado pelos órgãos que regulamentam a cirurgia plástica no Brasil. Mas se você tiver mais dúvidas, não hesite em passar em uma consulta e fazer todas as suas perguntas para a sua médica.


Um beijo
Dra. Erica Manzano